Salário-Família 2026: valores, regras e obrigações do empregador doméstico
Atualizado: 25 de set.
O salário-família é um benefício previdenciário destinado ao empregado que possui dependentes e atende aos requisitos estabelecidos pelo INSS. Em 2026, houve atualização do valor da cota e do limite de remuneração.
Neste artigo, a Legi Laboris explica quem tem direito ao salário-família em 2026, quais são os valores, quais documentos devem ser apresentados ao empregador e como o benefício deve ser lançado e pago no eSocial.

Valores do salário-família em 2026
A partir de 1º de janeiro de 2026, a cota do salário-família passou para R$ 67,54 por dependente, desde que a remuneração mensal do empregado não ultrapasse R$ 1.980,38.
Regra em 2026 | Valor |
Limite de remuneração mensal | R$ 1.980,38 |
Cota do salário-família por dependente | R$ 67,54 |
Número de cotas | Uma por dependente que se enquadre nas regras |
Vigência | A partir de 01/01/2026 |
Caso a remuneração mensal ultrapasse R$ 1.980,38, o empregado não terá direito ao salário-família naquela competência.
Quem tem direito ao salário-família
O salário-família é devido ao empregado doméstico que possui:
filho ou enteado com menos de 14 anos de idade;
dependente inválido de qualquer idade;
Além disso, o empregado precisa estar dentro do limite de remuneração estabelecido para o benefício.
O benefício é calculado por dependente. Assim, um empregado que tenha dois dependentes que atendam aos requisitos terá direito a duas cotas.
Exemplo de cálculo
Considerando o valor de 2026:
Dependentes com direito | Cota por dependente | Total de salário-família |
1 | R$ 67,54 | R$ 67,54 |
2 | R$ 67,54 | R$ 135,08 |
3 | R$ 67,54 | R$ 202,62 |
4 | R$ 67,54 | R$ 270,16 |
O valor recebido pelo empregado aumenta de acordo com a quantidade de dependentes que atendam aos requisitos do benefício.
O empregado doméstico deve solicitar o salário-família ao empregador
No emprego doméstico, o trabalhador deve solicitar o salário-família diretamente ao empregador e apresentar a documentação necessária para comprovar o direito.
O empregador, por sua vez, deve registrar corretamente os dependentes no eSocial.
O cadastro dos dependentes é importante porque essas informações interferem diretamente no cálculo do salário-família e no valor da guia do eSocial realizado pelo sistema.
Documentos necessários para o salário-família
Para o empregado doméstico, a documentação deve ser apresentada ao empregador para comprovação do direito.
Entre os documentos exigidos estão:
Documento | Finalidade |
Certidão de nascimento | Comprovar o dependente |
Termo de responsabilidade | Formalizar a responsabilidade do empregado pelas informações |
Comprovação de invalidez | Necessária quando o dependente inválido tiver mais de 14 anos |
A regulamentação previdenciária estabelece tratamento específico para o empregado doméstico.
Diferentemente de outras categorias, o empregado doméstico não está sujeito às mesmas exigências de apresentação periódica de caderneta de vacinação e frequência escolar previstas para outros segurados.
Como cadastrar o dependente no eSocial
O empregador deve cadastrar o dependente no eSocial e informar que ele será considerado para fins de salário-família.
No cadastro do dependente, o sistema apresenta campos específicos para indicar se aquele dependente será utilizado para o recebimento do benefício. Essas informações influenciam diretamente o cálculo da folha.
Depois de cadastrado corretamente, o eSocial calcula automaticamente o valor do salário-família de acordo com a remuneração informada na folha e com a quantidade de dependentes elegíveis.
Por isso, o empregador deve manter o cadastro atualizado sempre que houver alteração na situação do dependente.
Como o empregador paga o salário-família
O salário-família é pago pelo empregador doméstico juntamente com o salário mensal do empregado.
Apesar de ser pago diretamente pelo empregador, o valor não representa um custo adicional definitivo para ele.
O valor pago a título de salário-família é deduzido da contribuição previdenciária devida na competência, funcionando como uma compensação para o empregador. O eSocial realiza esse cálculo automaticamente quando as informações estão cadastradas corretamente.
Na prática, o empregador paga o benefício ao empregado e o respectivo valor é abatido dos encargos previdenciários da competência.
O salário-família é descontado do salário do empregado?
Não. O salário-família é um benefício pago ao empregado e deve ser acrescentado ao valor líquido que ele recebe.
Portanto, o empregador não deve descontar o salário-família do salário contratual.
O benefício aparece na folha como uma verba própria e o eSocial realiza o tratamento correspondente no cálculo da contribuição previdenciária.
O que acontece quando a remuneração ultrapassa o limite
Para ter direito ao salário-família, a remuneração mensal do empregado deve estar dentro do limite estabelecido para o benefício.
Em 2026, esse limite é de R$ 1.980,38. Se a remuneração mensal ultrapassar esse valor, não haverá direito à cota do salário-família naquela competência.
Por isso, o empregador deve ter atenção especial nos meses em que o empregado recebe valores adicionais, como horas extras ou outras verbas que integrem a remuneração considerada para o benefício.
O empregador deve manter as informações atualizadas
O cadastro do dependente não deve ser tratado como uma informação permanente sem necessidade de revisão.
O empregador deve manter o eSocial atualizado sempre que houver mudança que altere o direito ao benefício.
Entre as situações que exigem atenção estão:
dependente completar 14 anos;
alteração na condição de dependente;
alteração relacionada à invalidez;
inclusão de novo dependente;
exclusão de dependente que deixou de atender aos requisitos.
Manter essas informações atualizadas evita pagamentos indevidos e erros no cálculo da folha.
A Legi Laboris ajuda o empregador doméstico com o salário-família
O salário-família parece simples, mas o benefício exige atenção ao cadastro dos dependentes, ao limite de remuneração e ao cálculo correto da folha de pagamento.
A Legi Laboris auxilia o empregador doméstico na conferência dos requisitos, cadastro e atualização dos dependentes no eSocial e correto lançamento do salário-família na folha de pagamento.
Dessa forma, o empregador evita erros no pagamento ao empregado e mantém as informações trabalhistas e previdenciárias do contrato corretamente registradas.
Perguntas frequentes sobre o salário-família 2026
Qual é o valor do salário-família em 2026?
Em 2026, o valor da cota do salário-família é de R$ 67,54 por dependente. O benefício é devido ao empregado cuja remuneração mensal não ultrapasse R$ 1.980,38.
O empregado doméstico tem direito ao salário-família?
Sim. O salário-família também é devido ao empregado doméstico que atende aos requisitos do benefício, incluindo o limite de remuneração e a existência de dependente que se enquadre nas regras.
Quem paga o salário-família ao empregado doméstico?
O empregador doméstico paga o salário-família juntamente com o salário mensal. O valor pago é posteriormente deduzido da contribuição previdenciária da competência por meio do eSocial.
Qual é o limite de salário para receber o salário-família em 2026?
Em 2026, o empregado deve ter remuneração mensal de até R$ 1.980,38 para ter direito ao salário-família. Se ultrapassar esse limite, não terá direito à cota naquela competência.
Quantas cotas de salário-família o empregado pode receber?
O empregado recebe uma cota de R$ 67,54 para cada dependente que atenda aos requisitos do benefício. Assim, dois dependentes dão direito a duas cotas, totalizando R$ 135,08 em 2026.
O empregador doméstico precisa cadastrar os dependentes no eSocial?
Sim. O cadastro correto dos dependentes é necessário para que o eSocial identifique o direito ao salário-família e realize automaticamente o cálculo e a dedução correspondente na contribuição previdenciária.



