Quanto custa contratar um empregado doméstico em 2026?
Atualizado: há 2 dias
Saber quanto custa contratar um empregado doméstico é uma das principais dúvidas de quem pretende contratar uma empregada doméstica, babá ou cuidadora de idosos.
Neste artigo, você vai entender quais são os principais custos envolvidos na contratação e manutenção de um empregado doméstico em 2026, além de conferir exemplos práticos de cálculo.

Quanto custa contratar um empregado doméstico?
O primeiro passo para calcular quanto custa contratar um empregado doméstico é identificar o salário mínimo que deve ser pago na região onde o trabalhador presta serviços.
Em 2026, o salário mínimo nacional é de R$ 1.621,00. Porém, alguns estados possuem pisos salariais próprios para empregados domésticos, com valores superiores ao mínimo nacional.
Confira os valores aplicáveis em 2026:
Estado | Piso salarial para empregado doméstico |
Paraná (PR) | R$ 2.181,63 |
Rio Grande do Sul (RS) | R$ 1.884,75 |
São Paulo (SP) | R$ 1.874,36 |
Santa Catarina (SC) | R$ 1.842,00 |
Rio de Janeiro (RJ) | R$ 1.621,00 |
Como no Rio de Janeiro o piso regional não é atualizado desde 2019 e ficou abaixo do salário mínimo nacional, o valor atual passou a ser R$ 1.621,00.
É importante, portanto, verificar o piso aplicável antes de definir o salário de uma empregada doméstica, babá ou cuidadora de idosos, pois o valor mínimo pode variar de acordo com o estado.
Salário bruto e salário líquido do empregado doméstico
Uma diferença importante para entender o custo de um empregado doméstico é saber distinguir salário bruto de salário líquido.
O salário bruto é o valor registrado no contrato de trabalho e na Carteira de Trabalho Digital. Já o salário líquido é o valor efetivamente recebido pelo trabalhador depois dos descontos legais, como a contribuição previdenciária.
O INSS do empregado doméstico é descontado do salário do trabalhador e recolhido pelo empregador por meio do Documento de Arrecadação do eSocial (DAE).
Para exemplificar, considerando o salário mínimo nacional de 2026, de R$ 1.621,00, temos:
Salário Líquido: R$ 1.499,43
Impostos (INSS e outros encargos): R$ 445,78
Vale Transporte (custo variável, considerando R$ 10,00 por passagem, ida e volta): R$ 220,00
Custo Final Estimado: R$ 2.165,20
Esse exemplo demonstra que o salário líquido recebido pelo empregado doméstico não representa, sozinho, o custo total da contratação.
Quais são os encargos do empregado doméstico?
Além do salário, o empregador doméstico possui diversas obrigações trabalhistas e previdenciárias que devem ser cumpridas por meio do eSocial Doméstico.
Entre os principais encargos de responsabilidade do empregador estão:
8% de contribuição patronal para o INSS;
0,8% de seguro contra acidentes de trabalho;
8% de FGTS;
3,2% de indenização compensatória do FGTS.
Esses encargos representam, em regra, 20% sobre a remuneração e são recolhidos pelo empregador por meio do DAE do eSocial Doméstico.
É importante destacar que o INSS descontado do empregado doméstico não representa um custo adicional do empregador. O empregador realiza o desconto no salário do trabalhador e efetua o respectivo recolhimento.
Além dos encargos mensais, o empregador também precisa considerar outras obrigações trabalhistas, como férias e 13º salário.
O vale-transporte aumenta o custo do empregado doméstico?
O vale-transporte é outro item que deve ser considerado no planejamento do custo de contratação de um empregado doméstico.
O valor depende da quantidade de deslocamentos realizados pelo trabalhador e das tarifas dos meios de transporte utilizados.
A participação do empregado no custo do transporte deve observar as regras legais aplicáveis, inclusive o limite de desconto previsto para o trabalhador.
Dessa forma, o valor total das passagens não deve ser automaticamente considerado como custo integral do empregador.
No exemplo utilizado neste artigo, foi considerado um custo de R$ 10,00 por passagem, com deslocamento de ida e volta.
O custo efetivo do vale-transporte pode ser diferente para cada empregado doméstico, dependendo do trajeto realizado e do valor das tarifas.
Quanto custa contratar um empregado doméstico em São Paulo?
São Paulo possui um salário mínimo estadual superior ao salário mínimo nacional.
Em 2026, o Salário Mínimo Paulista é de R$ 1.874,36, valor que contempla os trabalhadores domésticos entre as categorias abrangidas pela legislação estadual.
Entretanto, o empregador deve verificar também se existe alguma convenção ou acordo coletivo aplicável ao contrato.
Por isso, não é recomendável considerar um único valor como piso para todos os empregados domésticos do Estado de São Paulo. É necessário verificar o local de trabalho e a norma coletiva eventualmente aplicável.
Exemplo de custo em São Paulo
Para manter uma referência prática, abaixo está a simulação considerando o piso estadual (R$ 1.874,36):
Salário Líquido: R$ 1.729,99
Impostos: R$ 519,24
Sindicato: R$ 95,42
Vale Alimentação: R$ 209,21**
Vale Transporte: R$ 233,20 (custo variável)*
Custo Final - R$ 2.787,06
*Consideramos para o valor do vale transporte uma passagem de R$ 10,60 ida e volta.
**Em São Paulo é obrigatório o pagamento de vale alimentação no valor de R$ 209,21.
Importante: esse cálculo é uma simulação e não deve ser interpretado como o custo obrigatório atual de todo empregado doméstico contratado no Estado de São Paulo.
Por isso, para saber o custo exato da contratação de uma empregada doméstica, babá ou cuidadora de idosos, é necessário analisar individualmente cada situação.
A Legi Laboris faz esse cálculo gratuitamente pra você.
Existem benefícios ou obrigações previstos por sindicatos?
Dependendo da localidade e da categoria, o empregado doméstico pode estar abrangido por uma convenção ou acordo coletivo.
Essas normas podem estabelecer condições específicas, como:
pisos salariais;
vale-alimentação ou outros benefícios;
seguro de vida;
contribuições previstas na norma coletiva.
Não existe, portanto, uma contribuição sindical ou um benefício com o mesmo valor para todos os empregados domésticos do Brasil.
O empregador deve verificar qual sindicato e qual norma coletiva são aplicáveis ao contrato antes de calcular o custo definitivo da contratação.
Quanto devo reservar para férias e 13º salário?
Para calcular o custo real de um empregado doméstico, o empregador também precisa se preparar para despesas que acontecem ao longo do ano, principalmente o 13º salário e o adicional de 1/3 das férias.
Exemplo com salário de R$ 1.621,00
Imagine um empregado doméstico com salário mensal de R$ 1.621,00, considerando que ele trabalhe durante todo o ano.
13º salário
O 13º salário corresponde, em regra, a um salário mensal:
R$ 1.621,00 por ano
Para se preparar para esse pagamento, o empregador pode reservar:
R$ 1.621,00 ÷ 12 = R$ 135,08 por mês
Adicional de 1/3 das férias
Durante as férias, o empregado precisa pagar o adicional de 1/3:
R$ 1.621,00 ÷ 3 = R$ 540,33
Para provisionar esse valor ao longo do ano:
R$ 540,33 ÷ 12 = R$ 45,03 por mês
Assim, considerando esse exemplo, o empregador pode reservar aproximadamente R$ 180,11 por mês para se preparar para o 13º salário e para o adicional de 1/3 das férias.
O empregador precisa registrar o empregado doméstico?
Sim. A contratação regular exige o registro do vínculo e o cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias.
O empregador deve realizar os procedimentos necessários no eSocial Doméstico e manter as informações do contrato corretamente registradas na Carteira de Trabalho Digital.
Isso vale para empregados domésticos contratados para diferentes funções, incluindo empregadas domésticas, babás e cuidadoras de idosos, quando caracterizada a relação de emprego doméstico.
O registro correto desde o início do contrato ajuda a evitar problemas futuros e proporciona maior segurança para ambas as partes.
Como a Legi Laboris pode ajudar?
A contratação de um empregado doméstico exige atenção a diversos detalhes.
A Legi Laboris é uma assessoria especializada em emprego doméstico e auxilia empregadores na contratação, regularização e gestão de empregadas domésticas, babás e cuidadoras de idosos.
Nossa assessoria pode ajudar no cálculo de salários e encargos, registro no eSocial Doméstico, regularização de vínculos, FGTS, INSS e acompanhamento das principais obrigações trabalhistas.
Com o apoio de uma assessoria especializada, o empregador pode ter mais segurança para manter o contrato regularizado e reduzir o risco de erros e problemas trabalhistas.
Quer saber quanto custa contratar um empregado doméstico no seu caso? Fazemos o cálculo gratuitamene para você. Fale com um de nossos analistas de RH.
Perguntas frequentes sobre o custo de uma contratação no emprego doméstico
Quanto custa contratar um empregado doméstico em 2026?
O custo depende do salário, jornada, encargos trabalhistas, vale-transporte e outras condições do contrato. Também é necessário verificar se existe piso regional ou norma coletiva aplicável.
Quais são os encargos do empregador doméstico?
Entre os principais encargos estão a contribuição patronal de 8% para o INSS, 0,8% de seguro contra acidentes de trabalho, 8% de FGTS e 3,2% de indenização compensatória do FGTS.
O INSS do empregado doméstico é pago pelo empregador?
O empregador é responsável pelo recolhimento, mas a contribuição previdenciária do trabalhador é descontada do salário dele. Portanto, esse valor não representa um encargo adicional do empregador.
Qual é o salário mínimo do empregado doméstico em 2026?
O salário mínimo nacional em 2026 é de R$ 1.621,00. Entretanto, esse valor pode não ser aplicável quando existir piso regional ou norma coletiva estabelecendo valor superior.
Qual é o salário da empregada doméstica em São Paulo em 2026?
O salário mínimo paulista em 2026 é de R$ 1.874,36. Entretanto, o empregador deve verificar também se existe convenção ou acordo coletivo aplicável à localidade e ao contrato.
O empregador doméstico precisa registrar o trabalhador no eSocial?
Sim. O empregador deve registrar o vínculo e cumprir as obrigações trabalhistas e previdenciárias por meio do eSocial Doméstico.
É obrigatório contratar uma assessoria para o empregado doméstico?
Não. O empregador pode realizar diretamente os procedimentos necessários. Entretanto, uma assessoria especializada pode ajudar no cálculo dos encargos, registro, regularização e acompanhamento das obrigações trabalhistas, reduzindo o risco de erros.




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