Salário mínimo 2026: o que muda para o empregador doméstico
- André Barros
- 3 de jan.
- 2 min de leitura

O salário mínimo nacional para 2026 foi definido em R$ 1.621,00.
Esse valor também se aplica aos empregados domésticos, como mensalistas, babás, cuidadores, faxineiras, motoristas particulares e demais profissionais enquadrados no trabalho doméstico.
Com o reajuste, é fundamental que o empregador doméstico fique atento às atualizações necessárias para manter a relação de trabalho regular e em conformidade com a legislação.
O eSocial não faz a atualização automaticamente
Um ponto que merece atenção especial é que o eSocial não realiza a alteração do salário de forma automática.
Isso significa que o empregador deve acessar o sistema e atualizar manualmente o valor do salário do empregado doméstico.
Caso o ajuste não seja feito, podem ocorrer:
inconsistências nos recolhimentos;
cálculo incorreto de encargos;
riscos trabalhistas em caso de fiscalização ou ação judicial.
Estados com piso regional: vale sempre o maior valor
Nos estados que possuem piso salarial regional, a regra permanece a mesma:o empregado doméstico deve receber o piso estadual ou o salário mínimo nacional, sempre o que for maior.
Por isso, antes de realizar qualquer ajuste, é importante verificar se o estado onde o trabalho é prestado possui piso regional vigente.
Importância do recibo de salário assinado
Para garantir segurança jurídica ao empregador, é fundamental que o empregado doméstico assine o recibo de pagamento do salário todos os meses, especialmente após reajustes.
O recibo assinado é a principal comprovação de que:
o salário correto foi pago;
o valor acordado foi respeitado;
não há pendências relacionadas à remuneração.
Esse cuidado simples pode evitar problemas futuros e fortalecer a transparência na relação de trabalho.
Reajuste impacta o valor da guia do eSocial
Com o aumento do salário mínimo, é importante lembrar que o valor da guia do eSocial (DAE) também será emitido com valor maior.Isso acontece porque os encargos obrigatórios, como INSS e FGTS, são calculados com base no salário do empregado.
Portanto, após a atualização do salário:
os recolhimentos mensais serão ajustados automaticamente pelo sistema;
o custo mensal do empregador será maior, de forma proporcional ao reajuste.
Conclusão
O novo salário mínimo de R$ 1.621,00 em 2026 exige atenção do empregador doméstico em diversos pontos: atualização manual no eSocial, verificação de piso regional, controle dos encargos e formalização correta dos pagamentos.
Manter tudo em dia é essencial para evitar riscos legais e garantir tranquilidade na gestão do emprego doméstico.
Contar com uma assessoria especializada pode facilitar esse processo e assegurar que todas as obrigações sejam cumpridas corretamente.
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